É preciso falar sobre a saúde mental no ambiente de trabalho (parte II de II)

Por Gabriela Ferigato

De um lado, no topo do ranking das maiores jornadas de trabalho do mundo, aparece a nação africana Quênia, com até 52 horas semanais. Do outro, na base, os franceses consideram qualquer período superior a 35 como hora extra. Nesse cenário, o Brasil surge, junto a outros nove países, com um expediente de 44 horas semanais. 

Os números acima ajudam a enfatizar a importância do ambiente corporativo na vida das pessoas. Embora não atue sozinho como fator de risco diante do aumento de transtornos mentais entre os brasileiros, para mais da metade deles (60%), o trabalho é a causa de se sentirem nervosos, irritados, cansados, tristes ou sem energia, segundo uma pesquisa realizada com 16 mil pessoas pela Regus, empresa especializada em escritórios flexíveis. 

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a globalização contribuiu para o estresse relacionado ao trabalho e todos os distúrbios associados. De acordo com a entidade, uma em cada cinco pessoas pode sofrer algum tipo de condição de saúde mental no ambiente profissional, afinal, é lá que se passa boa parte do dia. 

Depressão e ansiedade, muitas vezes juntos [conforme introduzido na parte I deste ebook], são transtornos comuns e que podem impactar diretamente a atividade produtiva. Um estudo da OMS aponta que os dois geram à economia global um trilhão de dólares por ano em perda de produtividade. Por outro lado, para cada dólar investido no tratamento e na prevenção há um retorno quatro vezes maior em saúde e produtividade melhoradas.

 

 

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