Sai comando e controle e entra a autonomia

Por Gabriela Ferigato

Ao trazer a ideia de “comando e controle” nas empresas, voltamos a sua origem em um ambiente muito diferente desse: o meio militar. A sigla C² é definida como o exercício de autoridade do comandante com o intuito de cumprir determinada missão. O que envolve planejar, dirigir, coordenar e controlar uma operação para obter vantagens sobre o inimigo. 

Agora, leia a frase acima trocando as palavras “comandante”, “missão” e “inimigo” por “gestor”, “projeto” e “concorrência”. Fez sentido? Segundo Roberto Aylmer, professor e especialista em gestão estratégica de pessoas, o modelo comando e controle ainda é essencial para questões básicas como administração da rotina, questões de segurança operacional e o “pretinho básico” da produção e manutenção industrial, mas não responde aos novos dilemas e paradoxos das organizações. 

“Como lidar com uma nova geração de colaboradores que foi formada em ambientes colaborativos, onde questionar o comando-controle era o comportamento esperado? Como lidar com um consumidor que compara em tempo real a sua proposta de valor e preço e constrói (ou destrói) a sua reputação nas mídias digitais? Nós saímos de um mundo de problemas, que demandavam análise lógica e racional, para um de dilemas, onde a síntese e a sabedoria podem ajudar mais do que a lógica”, afirma Aylmer. 

Tendo essas questões em mente, o especialista destaca que a gestão nas companhias têm se movido para um novo modelo mais colaborativo e matricial para fazer frente – com menos gente, menos dinheiro e menos tempo – aos desafios exponenciais de uma sociedade surpresa com inovações disruptivas que mudam a regra do jogo constantemente.

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