Qual o impacto da felicidade nas empresas (Parte II de II)

Por Gabriela Ferigato

Quando o assunto é felicidade, ou melhor, o que significa esse conceito, é natural olhar para o ambiente de trabalho. Afinal, apenas em matéria de tempo, é lá que o brasileiro passa, em média (e, às vezes, no mínimo), oito das vinte e quatro horas do seu dia. 

Na parte I deste ebook, Lilian Graziano, psicóloga, doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP) e diretora do Instituto de Psicologia Positiva e Comportamento (IPPC), mostrou que a felicidade pode ser compreendida como “um balanço que a pessoa faz de sua vida. Nele, há um predomínio de emoções positivas sobre negativas. E, de uma maneira geral, percebe que está satisfeita com a vida que tem”. 

E como a felicidade pode ser compreendida dentro das organizações? De acordo com Lilian, o que as empresas podem fazer é criar condições a fim de facilitar que o sujeito, ao fazer esse balanço, viva um predomínio de emoções positivas sobre as negativas. 

“Em linhas gerais, as companhias que têm investido no desenvolvimento de pessoas baseado nos princípios da psicologia positiva identificam as emoções positivas, como gratidão, prazer, alegria, perdão etc, e, a partir disso, pensam em quais ações podem desenvolver para melhorar, por exemplo, a gratidão dentro do local de trabalho. Elaboram, então, ações voltadas para isso”, explica.