Empresas apostam em Educação Corporativa para formar novos líderes e metodologias

Por Bruno Piai

O mundo corporativo é dinâmico. São diversas as mudanças, os propósitos, os valores, as formas e meios de atuar, dentre outras várias particularidades que tornam cada empresa única. E esses detalhes podem, a princípio, serem complexos para indivíduos em começo de carreira ou mudando de um emprego para outro, afinal, muitos profissionais se deparam com novas e diferentes verdades, mindsets, ferramentas, objetivos e métodos no mercado de trabalho, e a maioria desses movimentos não foi bem ensinada ao longo de sua jornada de aprendizagem.

Em razão disso, as organizações se viram diante de uma necessidade: formar profissionais do presente para as empresas do futuro. As empresas vêm tomando consciência de que precisam investir em educação corporativa para formar novos líderes e para aplicar novas metodologias, uma vez que assim poderão potencializar as suas operações e, assim, conquistar melhores resultados, além de fortalecer o engajamento, reduzir a rotatividade e levar o ato contínuo de aprender para a rotina corporativa.

Nesse contexto, A Sputnik, braço B2B da Perestroika, escola brasileira de atividades criativas, que investiu em um modelo de Experience Learning para levar inovação e disrupção para dentro das empresas, está aplicando um conceito de educação corporativa chamado de “Empresa Escola”. Segundo dados da pesquisa ‘Educação Corporativa no Brasil’, realizada pela Deloitte Educação Empresarial, as empresas passaram a investir em educação corporativa. Das 126 companhias respondentes, 63% responderam que, em média, 0,47% de seu faturamento é destinado à educação dos colaboradores.

Para Mari Achutti, CEO da Sputnik, esses investimentos estão mudando a realidade das empresas. “Isso significa que as companhias tomaram consciência de que há a necessidade de educar os funcionários para que eles tenham um bom desempenho. E mais que isso, que eles aprendam a trabalhar melhor, com maior alinhamento de propósito, com habilidades sócios emocionais mais evoluídas e em uma constante evolução”. A pesquisa também mostra que 8% das empresas pesquisadas já possuem universidade corporativa. Das 72% que não possuem, mais de um quarto delas (28%) já demonstra interesse em criar a estrutura.

Fugindo do padrão tradicional das universidades comuns, a corporativa coloca o colaborador diante de uma formação prática, unindo conhecimento ao DNA da empresa: “É mais prático desenvolver um líder que conhece a cultura da empresa, do que simplesmente contratar alguém de fora. E isso resulta em uma valorização do funcionário, o que influencia em sua produtividade, além da melhora na qualidade do que ele entrega e maior engajamento com a organização”, revela Mari. "Isso impacta na cultura da empresa, entregando outro tipo de recompensa para os funcionários, que vem na possibilidade de educação um grande benefício que vai além somente da remuneração”, acrescenta.

A executiva diz que a criação de métodos mais leves, práticos e aplicáveis são uma tendência no universo educacional e que o fenômeno deve se consolidar ainda mais nos próximos anos. “O futuro do trabalho, além de tecnologia, demanda que as pessoas tenho habilidades sociais cada vez mais evoluídas. Quando as empresas perceberam isso e passaram a investir, esse processo apenas auxiliou no aumento da produtividade e na eficiência da equipe”, comenta.

Empresas que investem no conceito “Empresa Escola”, além de motivar seus colaboradores, se tornam mais competitivas no mercado, pois possuem times alinhados com a missão, valores e a cultura da empresa. “Nas universidades corporativas, além de reduzir altas taxas de rotatividade e descobrir novos talentos, a educação ajuda a desenvolver uma equipe muito mais engajada”, finaliza Mari.

Veja também